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Vereador critica aprisionamento de animais para entretenimento humano no Zoo do Rio

Postado em 13/03/2020


Ilustração | Pixabay

Por Redação -13 de março de 2020
“Não adianta mudarem o nome do parque ou gastar milhões em propagandas positivas. Os abusos cometidos contra os animais e os descumprimentos contratuais estão documentados

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro instalou na última quarta (11), a CPI do Zoológico. A primeira CPI de 2020 nasce a partir das denúncias encaminhadas pelo vereador Dr. Marcos Paulo (PSOL), membro da Comissão Permanente de Direitos Animais da Câmara do RJ.

A primeira ação da CPI será uma vistoria técnica nas obras do zoo no próximo dia 19 de março, para vereificar o andamento das obras e as condições dos animais que ainda são mantidos aprisionados no local.

Com base em farta documentação obtida pelo gabinete do vereador Dr. Marcos Paulo, verificou-se que pelo menos 18 animais de diversas espécies desapareceram do zoo, incluindo uma ararinha azul, animal em extinção avaliado em até R$ 80 mil no mercado negro.

Além disso, chama a atenção o elevado índice de mortandade de animais, mais de 300, e operações irregulares de empréstimos e doações de animais feitas nos últimos dois anos pelo Grupo Cataratas, que obteve a concessão pública do zoológico em 2016.

“Vamos apurar todas as irregularidades e buscar os responsáveis pelos abusos contra os animais e descumprimentos contratuais. O contrato com a prefeitura previa que as obras deveriam ter acabado em 2018. Já estamos em 2020 e não há previsão de término”, critica o vereador Dr. Marcos Paulo, autor do pedido da CPI.

Cativeiro e maus-tratos

O vereador critica a forma como animais são explorados pelo egoísmo humano. “Sou contra o modelo de zoológicos, que exploram comercialmente os animais como se fossem atrações. A empresa a quem a prefeitura entregou a concessão do Zoológico do Rio de Janeiro prometeu acabar com o confinamento dos animais, adotando um conceito de santuário, mas eles não fizeram nada disso”, lembra.

Ele salienta ainda a forma que os animais são mantidos. “Os animais que lá estão seguem confinados em celas mínimas, dentro de um canteiro de obras, submetidos a todo tipo de estresse. Nunca se preocuparam com os animais. Serei o membro mais ativo desta CPI e fiscalizarei todas as ações e abusos cometidos no zoológico, que contaram com a omissão da prefeitura durante todo esse tempo”, promete.

E salienta ainda que é importante desmascarar interesses políticos embutidos em práticas exploratórios contra os mais indefesos. “Não adianta mudarem o nome do parque ou gastar milhões em propagandas positivas. Os abusos cometidos contra os animais e os descumprimentos contratuais estão documentados e todos os que participaram disso serão responsabilizados”, conclui.

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