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A incompetência de um Zoológico

Postado em 03/06/2014

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(Foto: João Carlos Nascimento/ O Liberal)

A legislação que regula a existência de zoológicos exige que os mesmos tenham um serviço de atendimento a saúde dos animais o mais completo possível, o que determina a presença de veterinários e biólogos com teoria e prática em animais selvagens, capacidade de análise e cirurgia em caso necessário, e um setor onde dar esse atendimento imediato e permanente.

O Zoológico de Americana nunca teve estas capacidades. Quando tem qualquer problema com seus animais, os envia a outros zoológicos ou universidades, ou, como agora, a centros privados de resgate.

Quando o chimpanzé Alemão adoeceu, devido aos maus tratos que sofria naquela ilha minúscula em que viveu anos a fio, o enviaram a diversos centros para determinar a causa da doença e quando já estava moribundo, o enviaram ao Zoológico de Sorocaba, onde veio a óbito, evitando que morresse no lugar onde adquiriu o mal.

Agora, uma situação esquisita está acontecendo. Quando nas redes sociais foram publicadas fotos do leão Panta, com um aspecto de mais morto do que vivo, rapidamente arrumaram um local para tirá-lo de circulação, alegando que lá ia ter avaliação e os exames laboratoriais necessários para determinar as causas de seu estado cadavérico e seria alimentado com suplementos vitamínicos a fim de ser recuperado o seu aspecto.

Por que isso não é feito no próprio Zoológico, que deveria ter uma unidade de cuidados da saúde de seus animais, que parece não existir? O centro de resgate conhecido como Mata Ciliar já tinha um compromisso para receber a leoa Helga, de outro Zoológico que também não tem como cuidar de seus animais, e teve que adiar até tratar o leão de Americana.

Nós temos a maior população de leões do Brasil no momento: 11 felinos, no Santuário do GAP em Sorocaba. Sabemos bem que para tratá-los, avaliá-los e examiná-los, não é necessária uma super estrutura de saúde, senão mínimas condições, pessoal competente e carinho profundo pelos animais que são cuidados.

Talvez, seja isso que falta em Americana!

Dr. Pedro A. Ynterian

Presidente, Projeto GAP Internacional

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