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Diretrizes de Boas Práticas para Imagens Responsáveis de Primatas Não-Humanos

Postado em 17/06/2021


(IUCN)

Já falamos sobre esse assunto e é sempre bom reforçar. O modo e o tipo de fotos de primatas divulgadas na internet e redes sociais podem influenciar negativamente na mensagem de conservação e proteção, se as imagens forem impróprias ou tiverem em um contexto equivocado. 

O setor de especialistas em primatas/interação de primatas e humanos da IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza – divulgou recentemente um documento com diretrizes básicas. Confira um resumo abaixo e acesse o documento completo em https://humanprimateinteractions.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2021/02/HPI-Imagery-Guidelines-Portuguese.pdf.

Imagens de pessoas com primatas distorcem a compreensão pública dos primatas 

Pessoas segurando ou posando muito perto de primatas dão a falsa impressão de que tocar neles não é fisicamente perigoso, não representa risco para a saúde de humanos ou primatas e que os primatas são animais de estimação apropriados. 

Esses comportamentos podem levar as pessoas a perceber que os primatas são meras fontes de entretenimento e, assim, subestimar seu valor de biodiversidade e estado de ameaça, debilitando os esforços de conservação.

Imagens de pessoas muito perto de primatas podem ter diferentes interpretações culturais

Embora algumas culturas sejam separadas da natureza e tendam a traçar uma linha divisória clara entre ‘humanos’ e ‘natureza’, ou ‘vida selvagem’, muitas outras não o fazem, e as pessoas podem não necessariamente perceber os primatas como animais ‘selvagens’. 

As percepções em relação a primatas também variam muito entre residentes rurais e urbanos, por exemplo. Ou seja, a mensagem que desejamos transmitir com uma imagem da perspectiva de uma cultura ou região pode não ser a mensagem que as pessoas recebem noutra. 

Imagens de profissionais com primatas podem fazer com que o público em geral tenha vontade de fazer o mesmo

Imagens de veterinários, cuidadores, apresentadores de vida selvagem, celebridades ou voluntários acariciando ou alimentando primatas em centros de reabilitação geram o desejo de fazer o mesmo. Fotos e selfies perto da vida selvagem acabaram se tornando uma forma popular de capturar, compartilhar e validar experiências de viagem.

Essas imagens prejudicam as mensagens de combate à caça e ao comércio dos animais como pets e dos esforços de conservação, pois o contato entre humanos e primatas dentro de centros de resgates, sant