NotÃcias
02/02/2010
De observadores a observados!
A excelente matéria deste mês da revista National Geographic (http://ngm.nationalgeographic.com/2010/02/congo-chimps/foer-text/1), escrita por Joshua Foer sobre os chimpanzés selvagens do Congo, trouxe alguns dados curiosos junto com suas descobertas.
Todo o comportamento social e as atividades em grupo não são novidades. Porém, a maneira como esse grupo se comportou na presença do grupo de pesquisadores foi algo memorável. O paradigma de que os chimpanzés são seres agressivos pode não passar de um mero engano. Principalmente pela maneira pacífica e curiosa que esses chimpanzés, totalmente selvagens, se comportaram. E talvez seja essa a diferença: nunca tiveram contato com humanos. A idéia de que são seres agressivos muito provavelmente surgiu pela infeliz experiência que eles tiveram com grupos de caçadores e humanos que queriam matá-los e/ou capturá-los, o que gerou um comportamento defensivo e, conseqüentemente, de ataque.
A presença de humanos pela primeira vez nessa região não causou nenhum tipo de ataque ou demonstração de força. Ao contrário do que se podia imaginar, os chimpanzés se comportaram como pessoas curiosas. Diria, até mesmo, como os verdadeiros primatólogos da área, que se embrenham na mata para observar os animais mais de perto e estudar seu comportamento.
O posicionamento e acampamento do grupo logo acima das barracas dos pesquisadores, como se procurassem o melhor ângulo para observá-los, surpreendem a qualquer um. Esse grupo aproveitou a novidade para observar, copiar e até aprender alguma coisa. Houve uma inversão de papéis de ambos os animais.
É um fato novo que vem para desmistificar o lado mau desses seres, como muitos rotulam. O que se vê é que são seres inteligentes (como descrito na própria matéria o fato deles adaptarem ferramentas complexas para a extração de mel e de insetos), curiosos, respeitadores, desde que sejam igualmente respeitados. E é aí que mora o perigo, já que uma vez descoberto por pessoas inescrupulosas, sua existência pode estar comprometida e correndo sério risco.
Como diz J. Michael Fay, da Wildlife Conservation Society, “O Goualougo (no Congo) é provavelmente o único lugar na Terra onde outros humanos nunca terão a chance de ver como é realmente a cultura dos chimpanzés". Além disso, fica outra dúvida no ar: será que todo o comportamento que os cientistas pensam ser naturais de fato o são? Ou seriam comportamentos distorcidos pela presença de seres humanos?
Mais uma vez podemos dizer que o homem, com toda sua racionalidade, não têm usado a mesma de maneira positiva, já que em tudo que se intromete passa a se tornar ameaçador.
MSc. Luiz Fernando Leal Padulla
Biólogo
Todo o comportamento social e as atividades em grupo não são novidades. Porém, a maneira como esse grupo se comportou na presença do grupo de pesquisadores foi algo memorável. O paradigma de que os chimpanzés são seres agressivos pode não passar de um mero engano. Principalmente pela maneira pacífica e curiosa que esses chimpanzés, totalmente selvagens, se comportaram. E talvez seja essa a diferença: nunca tiveram contato com humanos. A idéia de que são seres agressivos muito provavelmente surgiu pela infeliz experiência que eles tiveram com grupos de caçadores e humanos que queriam matá-los e/ou capturá-los, o que gerou um comportamento defensivo e, conseqüentemente, de ataque.
A presença de humanos pela primeira vez nessa região não causou nenhum tipo de ataque ou demonstração de força. Ao contrário do que se podia imaginar, os chimpanzés se comportaram como pessoas curiosas. Diria, até mesmo, como os verdadeiros primatólogos da área, que se embrenham na mata para observar os animais mais de perto e estudar seu comportamento.
O posicionamento e acampamento do grupo logo acima das barracas dos pesquisadores, como se procurassem o melhor ângulo para observá-los, surpreendem a qualquer um. Esse grupo aproveitou a novidade para observar, copiar e até aprender alguma coisa. Houve uma inversão de papéis de ambos os animais.
É um fato novo que vem para desmistificar o lado mau desses seres, como muitos rotulam. O que se vê é que são seres inteligentes (como descrito na própria matéria o fato deles adaptarem ferramentas complexas para a extração de mel e de insetos), curiosos, respeitadores, desde que sejam igualmente respeitados. E é aí que mora o perigo, já que uma vez descoberto por pessoas inescrupulosas, sua existência pode estar comprometida e correndo sério risco.
Como diz J. Michael Fay, da Wildlife Conservation Society, “O Goualougo (no Congo) é provavelmente o único lugar na Terra onde outros humanos nunca terão a chance de ver como é realmente a cultura dos chimpanzés". Além disso, fica outra dúvida no ar: será que todo o comportamento que os cientistas pensam ser naturais de fato o são? Ou seriam comportamentos distorcidos pela presença de seres humanos?
Mais uma vez podemos dizer que o homem, com toda sua racionalidade, não têm usado a mesma de maneira positiva, já que em tudo que se intromete passa a se tornar ameaçador.
MSc. Luiz Fernando Leal Padulla
Biólogo



