Curiosidades - Informações
O relógio durou pouco
SANTUÁRIO DE SOROCABA
Tem alguns objetos que os chimpanzés cobiçam: celulares, relógios, óculos, canetas, chaves, etc. Eu já perdi alguns relógios em contato com eles ou porque começam a mexer nos botões e os desregulam totalmente, ou por perder algum acidentalmente.
Desta vez o relógio que trouxe de minha viagem à Flórida no domingo passado, 02 de agosto, só o usei por um dia. Agora pertence a Luke. Segunda-feira, dia 3 de agosto, entrei no recinto de Luke, que estava reclamando com gestos por minha ausência de quase 10 dias. Ele percebeu logo que eu estava com relógio novo, também viu que o fecho era de velcro e mais fácil de abrir.
Fingindo que fazia grooming em mim, brincava com meu relógio, em um segundo o abriu e ficou com ele. Quando percebi já era tarde. Ele saiu correndo, gritando de alegria e até zombando de mim.
Fingi chorar, que estava triste, bravo, etc., etc, porém ele não se importou. Como não tinha nada interessante para trocar, lhe ofereci o meu agasalho – que é algo que eles também apreciam muito – mas o relógio era um troféu importante demais. Eu cheguei perto dele, quase dava para tirar de suas mãos, porém ele estava atento. Ele mexia nos botões, acendia a luz, ligava o despertador e colocava em seu ouvido, bom, fez tudo o que podia com o relógio, menos devolvê-lo. Aí terminei desistindo e deixando Luke feliz com o seu troféu, no fim, a alegria de Luke – depois de ter uma vida tão miserável quando bebê – compensava perder vários relógios.
Dr. Pedro A Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional
Tem alguns objetos que os chimpanzés cobiçam: celulares, relógios, óculos, canetas, chaves, etc. Eu já perdi alguns relógios em contato com eles ou porque começam a mexer nos botões e os desregulam totalmente, ou por perder algum acidentalmente.
Desta vez o relógio que trouxe de minha viagem à Flórida no domingo passado, 02 de agosto, só o usei por um dia. Agora pertence a Luke. Segunda-feira, dia 3 de agosto, entrei no recinto de Luke, que estava reclamando com gestos por minha ausência de quase 10 dias. Ele percebeu logo que eu estava com relógio novo, também viu que o fecho era de velcro e mais fácil de abrir.
Fingindo que fazia grooming em mim, brincava com meu relógio, em um segundo o abriu e ficou com ele. Quando percebi já era tarde. Ele saiu correndo, gritando de alegria e até zombando de mim.
Fingi chorar, que estava triste, bravo, etc., etc, porém ele não se importou. Como não tinha nada interessante para trocar, lhe ofereci o meu agasalho – que é algo que eles também apreciam muito – mas o relógio era um troféu importante demais. Eu cheguei perto dele, quase dava para tirar de suas mãos, porém ele estava atento. Ele mexia nos botões, acendia a luz, ligava o despertador e colocava em seu ouvido, bom, fez tudo o que podia com o relógio, menos devolvê-lo. Aí terminei desistindo e deixando Luke feliz com o seu troféu, no fim, a alegria de Luke – depois de ter uma vida tão miserável quando bebê – compensava perder vários relógios.
Dr. Pedro A Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional







