Curiosidades - Informações
Tal pai, tal filho
SANTUÁRIO DE SOROCABA
Tempos atrás noticiamos que Luiza estava aprendendo a cuidar de seu irmão Pedrinho, inclusive carregando-o no ventre e colocando o dedo em sua boca quando ele chorava, como se fosse uma chupeta. Esse comportamento é fruto de seu convívio com sua mãe e a experiência de viver em família.
Em outro grupo, o ensinamento de pai para filho também vem acontecendo. Marcelino, com 2 anos de idade, está vivendo com seus pais (Peter e Táta) e sua tia Judy. Sempre que uma das fêmeas está apresentando cio, Peter copula algumas vezes e seu filho assiste tudo.
Em uma manhã, ao observa-los, notei que o pequeno Marcelino se direcionou à Judy, que estava no cio. Para minha surpresa, ele chegou perto dela e começou a realizar o ato de cópula. É claro que um chimpanzé de 2 anos não está preparado para esse tipo de comportamento, mas o interessante nisso é ver o quanto é importante a convivência em grupo, pois é assim que os ensinamentos vão acontecendo.
E esse aprendizado é crucial em qualquer grupo – assim como é para nós, humanos. Sofia, por exemplo, talvez não tivesse sido abandonada por sua mãe (Samantha) se esta tivesse sido criada por seus pais chimpanzés, pois Samantha teria presenciado o cuidado e como se deve proceder ao gerar um filho. Assim como um ser humano precisa da companhia de outros humanos, seus irmãos chimpanzés também necessitam, pois um chimpanzé sozinho não é um chimpanzé.
É no grupo que eles aprendem a brincar, se defender, a se respeitar e também a como copular e cuidar de um filhote. Esse é o motivo de não privá-los de sua sociedade e permitir que sejam chimpanzés, junto de seus semelhantes. E essa é a luta do Projeto GAP.
Msc. Luiz Fernando Leal Padulla
Biólogo
Tempos atrás noticiamos que Luiza estava aprendendo a cuidar de seu irmão Pedrinho, inclusive carregando-o no ventre e colocando o dedo em sua boca quando ele chorava, como se fosse uma chupeta. Esse comportamento é fruto de seu convívio com sua mãe e a experiência de viver em família.
Em outro grupo, o ensinamento de pai para filho também vem acontecendo. Marcelino, com 2 anos de idade, está vivendo com seus pais (Peter e Táta) e sua tia Judy. Sempre que uma das fêmeas está apresentando cio, Peter copula algumas vezes e seu filho assiste tudo.
Em uma manhã, ao observa-los, notei que o pequeno Marcelino se direcionou à Judy, que estava no cio. Para minha surpresa, ele chegou perto dela e começou a realizar o ato de cópula. É claro que um chimpanzé de 2 anos não está preparado para esse tipo de comportamento, mas o interessante nisso é ver o quanto é importante a convivência em grupo, pois é assim que os ensinamentos vão acontecendo.
E esse aprendizado é crucial em qualquer grupo – assim como é para nós, humanos. Sofia, por exemplo, talvez não tivesse sido abandonada por sua mãe (Samantha) se esta tivesse sido criada por seus pais chimpanzés, pois Samantha teria presenciado o cuidado e como se deve proceder ao gerar um filho. Assim como um ser humano precisa da companhia de outros humanos, seus irmãos chimpanzés também necessitam, pois um chimpanzé sozinho não é um chimpanzé.
É no grupo que eles aprendem a brincar, se defender, a se respeitar e também a como copular e cuidar de um filhote. Esse é o motivo de não privá-los de sua sociedade e permitir que sejam chimpanzés, junto de seus semelhantes. E essa é a luta do Projeto GAP.
Msc. Luiz Fernando Leal Padulla
Biólogo



