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Brincando com água

Foto por Aisha Bonet
 
Foto por Aisha Bonet
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SANTUÁRIO DE SOROCABA

Complementando a matéria que Luiz Padulla publicou no Site sobre o comportamento dos chimpanzés no Santuário ante a água, vamos acrescentar algumas outras observações, que vivenciam similarmente chimpanzés com as crianças humanas. Dias atrás, olhando por uma janela do recinto de Guga, percebi que Cláudio, Billy e Carolina estavam com uma mangueira comprida de quase 50 metros. Pesquisando, descobri que esta mangueira estava enrolada fora do recinto e nós usávamos para lavar as plataformas semanalmente no dia da faxina do recinto. De alguma maneira eles conseguiram alcançar a mangueira, puxando para dentro do recinto, arrancando-a da torneira.

Quando Guga viu a mangueira foi até lá e se fez dono da mesma, afinal um dominante como ele, era de se esperar que o fizesse. Pedi a ele que me desse a parte que acopla na torneira, para fazer circular a água por ela, o que ele fez. Durante mais de 20 minutos Guga, e com menor intensidade, Emílio, Cláudio e Billy, brincaram com água até cansarem. Guga tomou praticamente um banho com ela e só deixava que os outros brincassem um pouco, quando o perturbavam muito jogava água neles para afastá-los.

Isso me lembra quando eles eram bebês e eu os levava na mata, ao nosso pequeno rio e nesta época do ano, de muita chuva, eles mergulhavam praticamente na água que circulava com bastante força. Eu até tinha um pouco de apreensão com os menores, que poderiam se machucar ou serem arrastados pela correnteza, porém eles sabiam como brincar no rio com segurança. Todos que viveram essa época, que deve ter sido inesquecível para eles, curtem hoje uma adoração profunda ao brincar com água. Eles possuem piscina em seu recinto, porém a brincadeira com mangueira é insubstituível.

Dr. Pedro A. Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional

SANTUARIO DE SOROCABA