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Professores lutam pela liberdade de dois chimpanzés aprisionados

Postado em 28/04/2018


(Foto: The Independent)

“HABEAS CORPUS”
Ativistas lutam judicialmente para encaminhar os animais para um santuário em que poderão interagir com outros integrantes da espécie.

27/04/2018 às 13:00
Por Stefany da Costa, ANDA

Dois chimpanzés mantidos em um cativeiros estão sendo defendidos por dois professores da Universidade Dalhousie, nos Estados Unidos. Os acadêmicos estão entre os vários especialistas que se juntaram a uma luta legal para que os dois animais sejam transferidos para um santuário.

Um dos chimpanzés, chamado Kiko, era originalmente mantido por um treinador de animais,antes de ser colocado à venda. Kiko acabou em um santuário de primatas nas Cataratas do Niágara, em Nova York, onde o grupo de defesa dos direitos animais diz que o animal é mantido em cativeiro solitário.

Tommy, um outro chimpanzé macho, está morando em um galpão de trailers, conforme informações da instituição protetora dos animais Nonhuman Rights Project, em tradução livre “Projeto Para Direitos Não Humanos”. A instituição também lidera o processo judicial para libertar os animais, acredita-se que os chimpanzés estejam na responsabilidade de proprietários privados no Estado de Nova York.

Desde 2013, o grupo vem tentando liberar os chimpanzés para um santuário ao ar livre na Flórida que abriga outros integrantes da espécie. Depois de perder várias ações judiciais e recursos subsequentes, a equipe jurídica do grupo levou o caso à Corte de Apelações de Nova York.

Além disso, foi pedido ao tribunal para conceder o alívio de habeas corpus dos primatas. O remédio judicial, quando aplicado a seres humanos, é usado para examinar se alguém está sendo ilegalmente detido ou preso.

Juntamente com um grupo de outros proeminentes professores do Canadá e dos EUA, os professores de filosofia da Universidade de Dalhousie, Letitia Meynell e Andrew Fenton, deram seu apoio ao grupo de direitos animais. Os dois ajudaram a escrever um resumo que foi submetido ao tribunal em apoio aos esforços do Nonhuman Rights Project para reconhecer os chimpanzés como pessoas.

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